sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Eu Voltei \o/

Voltei? Eu fui? Já passei mais tempo que isso sem escrever, mas acabei voltando para meu blog.
O melhor lugar do mundo para reclamar depois do Twitter. 
Bem, deixando a tentativa falha de ser engraçado, lá vou eu choramingar um pouco, pois estava com saudades disso.
Lembra quando comentei que as pessoas dizerem "oi, tudo bem?" não significava elas quererem saber da sua vida? Exatamente. Acredito que esse é um problema tão recorrente, que a maioria dos meus amigos deixaram de falar comigo depois que comecei a quimioterapia. Acho que eles tem medo de começar a conversa comigo perguntando "tudo bem?" e eu começar a desfiar meu rosário de reclamações.
A única pessoa que quer falar comigo sobre câncer, e até enche o meu saco para eu ficar falando sobre isso, é minha psicóloga (sim, a senhora que fica cobrando, toda quarta-feira, eu voltar para o blog). Essa postagem é praticamente um presente de feriado para ela.
Não é que não querer falar sobre minha saúde é uma fuga, na verdade, percebi que todo mundo tem receio desse assunto, então porque vou insistir em falar sobre algo que não vai acrescentar nada para mim ou para as pessoas a minha volta? Sim, é difícil, não é agradável e tem um monte de efeitos colaterais indesejados, mas continuo sendo a mesma pessoas de alguns meses atrás. Pelo menos internamente, eu acredito que continuo.
Eu não gosto de caminhar sozinho, nem na vida, nem no meu dia a dia, mas estou percebendo que preciso aprender a fazer isso. Está sendo uma fase muito complicada.
Esses dias me perguntaram se me apego facilmente as pessoas e eu disse que não. Quando respondi isso, estava imaginando uma situação que deveria ser diferente da intenção desse tipo de indagação. Só que hoje eu responderia diferente.
Estou carente de atenção, de conversar sobre qualquer coisa e se alguém se aproximar vou ter a tendência de me apegar rapidamente sim. Isso é ruim, principalmente pra mim que já estou fragilizado, pois a maioria das pessoas não precisam disso em suas vidas e acontecer delas se afastarem cada vez mais é quase que uma reação natural.
Cuidar do jardim? A resposta adequada seria sim, mas estou mais para um pé de planta murcho do que para jardineiro.