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domingo, 21 de agosto de 2016
quarta-feira, 16 de março de 2016
Epifania
"Epifania é uma súbita sensação de entendimento ou compreensão da essência de algo"
Com o passar do tempo, e essa minha condição de não interagir muito, pude perceber como a maioria das pessoas preferem um sorriso falso. É mais fácil lidar com as cascas do que com nossos problemas e, mais ainda, piorou com os dos outros.
Um vez postei essa imagem no meu Facebook para alguém muito especial, que precisava aprender a se valorizar mais, mas hoje essa imagem diz respeito a mim mesmo.
Nesses últimos anos, escorreguei tantas vezes, algumas delas cheguei a cair, mas algo sempre aconteceu. Independentemente do estrago do tombo ou do tempo que demorei, eu sempre levantei. Sou o típico taurino teimoso.
Muitas pessoas deixaram de confiar na minha capacidade de transcender as situações, mas o mais importante sempre foi que eu respirava fundo, me agarrava nas paredes e levantava mais uma vez.
Cada um tem seu tempo de reação e eu tive que encontrar o meu. Para aquele cara assustado que esperava as pessoas da casa irem dormir para poder ir ao banheiro e que não conseguia comer mais que três colheres de sopa de comida, até que estou muito bem. Outro dia estava sozinho em casa e consegui atravessar a rua e entregar o meu óleo usado de cozinha para o homem do caminhão da coleta! Isso foi uma vitória! Talvez sem aplausos, mas eu sei a importância que isso teve em minha vida.
Ainda preciso da presença da Mandy para ir ao mercado ou para conseguir dirigir de casa até qualquer outro ponto da cidade, mas pra quem bambeava de ir até a padaria mesmo segurando a mão da irmã nove anos mais nova, eu estou ótimo.
Durante o mês eu tive uma crise desagradável e também explodi com a amiga da minha mãe de forma que considero violenta (não estou falando de agressões físicas e sim explosões emocionais). Se considero que regredi em alguma coisa? Não mesmo.
Meu caminho foi tão tortuoso até aqui, que esses escorregões são irrisórios perto do que já passei e não vou deixar isso me abalar mais do que o necessário. Eu choro quando estou triste (mesmo que seja escondido), reclamo quando as coisas não estão bem e brigo se for necessário, como qualquer pessoa normal. Sabe, eu descobri que a vida é efêmera para fingir ser quem não sou.
Na minha última sessão, mal conversei com minha psicóloga. Quase inundo o consultório dela da mesma forma que Alice fez no País das Maravilhas, mas algo muito bom aconteceu. Ela me perguntou se eu não queria recomeçar... recomeçar?
Visualizei aquelas cenas onde o Dr. House tem uma epifania sobre o caso de algum paciente. A palavra "recomeçar" ficou ecoando na minha cabeça. Sim, eu posso recomeçar! Sei que a pergunta dela era sobre o assunto em pauta no dia, mas o significado daquilo foi muito além em meus pensamentos.
Sei que vou passar um tempo amadurecendo a ideia, mas recomeçar é sempre muito bom.
Um vez postei essa imagem no meu Facebook para alguém muito especial, que precisava aprender a se valorizar mais, mas hoje essa imagem diz respeito a mim mesmo.
Nesses últimos anos, escorreguei tantas vezes, algumas delas cheguei a cair, mas algo sempre aconteceu. Independentemente do estrago do tombo ou do tempo que demorei, eu sempre levantei. Sou o típico taurino teimoso.
Muitas pessoas deixaram de confiar na minha capacidade de transcender as situações, mas o mais importante sempre foi que eu respirava fundo, me agarrava nas paredes e levantava mais uma vez.
Cada um tem seu tempo de reação e eu tive que encontrar o meu. Para aquele cara assustado que esperava as pessoas da casa irem dormir para poder ir ao banheiro e que não conseguia comer mais que três colheres de sopa de comida, até que estou muito bem. Outro dia estava sozinho em casa e consegui atravessar a rua e entregar o meu óleo usado de cozinha para o homem do caminhão da coleta! Isso foi uma vitória! Talvez sem aplausos, mas eu sei a importância que isso teve em minha vida.
Ainda preciso da presença da Mandy para ir ao mercado ou para conseguir dirigir de casa até qualquer outro ponto da cidade, mas pra quem bambeava de ir até a padaria mesmo segurando a mão da irmã nove anos mais nova, eu estou ótimo.
Crise
Durante o mês eu tive uma crise desagradável e também explodi com a amiga da minha mãe de forma que considero violenta (não estou falando de agressões físicas e sim explosões emocionais). Se considero que regredi em alguma coisa? Não mesmo.
Meu caminho foi tão tortuoso até aqui, que esses escorregões são irrisórios perto do que já passei e não vou deixar isso me abalar mais do que o necessário. Eu choro quando estou triste (mesmo que seja escondido), reclamo quando as coisas não estão bem e brigo se for necessário, como qualquer pessoa normal. Sabe, eu descobri que a vida é efêmera para fingir ser quem não sou.
Na minha última sessão, mal conversei com minha psicóloga. Quase inundo o consultório dela da mesma forma que Alice fez no País das Maravilhas, mas algo muito bom aconteceu. Ela me perguntou se eu não queria recomeçar... recomeçar?
Visualizei aquelas cenas onde o Dr. House tem uma epifania sobre o caso de algum paciente. A palavra "recomeçar" ficou ecoando na minha cabeça. Sim, eu posso recomeçar! Sei que a pergunta dela era sobre o assunto em pauta no dia, mas o significado daquilo foi muito além em meus pensamentos.
Sei que vou passar um tempo amadurecendo a ideia, mas recomeçar é sempre muito bom.
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Role Player
Essa semana levei bronca da minha psicóloga por não estar postando nada desde o final de outubro. Na verdade, não tive muita vontade de escrever nos últimos tempos, talvez por não estar nem tão feliz nem tão triste. Aquele momento letárgico onde você simplesmente não tem nada pra falar.
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| Novo Avatar - Takao Kazunari |
O que andei fazendo de bom nesse período, foi ter conhecido a Nana-chan, uma fujoshi (termo japonês usado para identificar mulheres fãs de mangá com relacionamento homossexual masculino), que adora Role Players.
Para esclarecer o que vem a ser o Role Player, trata-se de um jogo onde basicamente as pessoas interpretam e interagem, fingindo ser outra pessoa. Já vi algumas páginas no Facebook, onde esse tipo de jogo é bem comum e como o gênero que mais gosto é o Yaoi (mangas e animes com a temática Gay) deixo aqui o link para um grupo de lá.
Não nego que passar todo esse tempo jogando com a Nana foi uma experiência muito boa e que dei boas risadas, principalmente por meus amigos me zoarem com o fato de estar jogando com uma mulher.
Brincadeiras a parte, me senti exercitando a imaginação para algo além do cinza que vinha vivendo nos últimos meses. Jogando, também redescobri algo importante ao meu respeito. O cansaço a respeito da versatilidade sexual.
Eu me envolvi demais com pessoas que se aproximaram de mim, sabendo que eu sou passivo, mas que no decorrer do relacionamento se mostraram mais passivas que eu. Depois que você já está envolvido com a pessoa, seu intuito é de agradá-la e fazê-la feliz, mesmo que pra isso você vá contra a algumas predileções suas.
Depois do término do meu ultimo relacionamento, até conheci pessoas maravilhosas, mas que consegui deixar minha carência de lado, olhar a longo prazo e ver que um relacionamento com alguém com as mesmas predileções que as minhas jamais funcionaria por muito tempo.
Também senti vontade de trocar meu gélido Avatar branco, por Takao Kazunari, que é mais leve, colorido, sorridente e determinado. Não conheço a personalidade do personagem, pois não assisti o anime, ma utilizei ele em um Role com a Nana-chan e descobri traços da minha personalidade no personagem que criei. Acabei me afeiçoando a ele e agora estou assumindo essa fase desvinculada de alguns erros antigos.
Nesse momento, entraria a segunda parte do post, mas vou separá-lo em dois para não misturar os assuntos.
sábado, 17 de outubro de 2015
Mudo? Uhm...
Essa semana me falaram que eu devia me relacionar com alguém que soubesse LIBRAS. "Você sabe, imaginar que as pessoas tenham paciência em esperar você escrever em um bloco de notas... Hoje em dia, as pessoas não tem paciência pra nada."
Vamos por partes? Acredito que a maioria das pessoas que usam a linguagem brasileira de sinais (LIBRAS) são as pessoas com deficiência, professores de LIBRAS, familiares e amigos daqueles que tem a necessidade de utilizar-se dessa linguagem. Acho meio estranho imaginar que a maioria (note bem a palavra maioria) das pessoas vá aprender LIBRAS e depois saiam procurando quem se utilizem dessa linguagem para serem seus amigos, namorados, parentes ou algo do gênero.
Acredito que o processo seja assim, você tem um bebê que nasce surdo ou mudo e vai aprender LIBRAS pra se comunicar com ele; você conhece alguém interessante e vai aprender LIBRAS para facilitar a comunicação entre vocês e finalmente, você acha essa linguagem apaixonante, quer aprender e acaba conhecendo varias pessoas que também utilizam-se de LIBRAS.
Nota-se que no parágrafo acima eu escrevi surdo "OU" mudo, pois essa história de achar que a pessoa surda é necessariamente muda, já está bem ultrapassada, não é mesmo? Os deficientes auditivos encontram dificuldade em articular as palavras por não ouvi-las, o que dificulta o processo de aprendizagem em falar. O que não significa que eles tenham problemas nas pregas vocais e que não consigam emitir sons.
No meu caso, eu escuto muito bem, mas sou mudo. As pessoas a minha volta podem falar comigo normalmente, mandar áudio pelas redes sociais e mandar música. Está bem, parece óbvio o que estou citando, mas acredite, tem gente que ainda trava nessas coisas quando eu comento que sou mudo. Também existem aqueles que se afastam por esse motivo, mas isso é outra história.
A princípio eu nem comentava que era mudo, mas comecei esbarrar na história do "manda áudio" e principalmente no fato de quererem me ligar. Quando eu comentava dessa minha deficiência, dizendo que esse era o motivo de eu não atender as ligações ou de não mandar áudios, muitos acabavam nem acreditando, achando que era uma desculpa esfarrapada.
Inclusive cheguei a ouvir um comentário sobre ninguém conhecer alguém que fosse mudo e que existiam pessoas "surdas e mudas", mas só mudas não. Ignorância a parte, vou voltar para o assunto que originou meu post.
Namore com alguém que saiba LIBRAS
"Oi, tudo bem? Você sabe LIBRAS? Não? Que pena, não posso gostar de você."
"Oi, tudo bem? Você é mudo? Que pena, não posso gostar de você."
Pra mim, as duas situações parecem surreais, mas infelizmente, a segunda é mais comum.
Quer saber? Namore com alguém que não seja preconceituoso. Alguém que se depare com uma situação nova e pare pra refletir, pois sei que determinados "pré-conceitos" estão incutidos em nós, mas o bom é que somos seres pensantes e temos o poder de decidir fazer diferente daquilo que nos ensinaram como sendo "o certo".
Enfim, vou namorar com alguém que tenha afinidades comigo, que me aceite exatamente como sou, que seja um cara muito legal, que eu goste dele e que goste de mim. Se ele não souber LIBRAS e nosso relacionamento sair do virtual, com certeza ele vai aprender. Não porque ele vai sair correndo para fazer um curso, mas porque ele vai estar interessado em conversar comigo e aprender vai ser tão natural quanto querer me beijar.
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Amigos!
Esses dias estava conversando com um amigo e disse que fazia um tempo que não postava nada aqui. Até comentei que acabo escrevendo mais quando estou triste ou apaixonado e percebi que estou na fase da letargia.
Não estou triste, mas definitivamente não estou feliz, e acredito que dizer que não estou pronto para amar novamente, seria subestimar a imensa capacidade de ser trouxa do meu coração. Certo, o que eu não estou preparado é para voltar a sofrer tão rapidamente.
Pelos comentários que andei escutando, percebi que a maioria das pessoas que conhecemos pela internet estão muito mais preocupados em trocar nudes (fotos da pessoa nua) do que realmente conversar... Reconheço que estou cansado.
Existem dias que a única coisa que quero é dedicar atenção e carinho para alguém, mas não estou conseguindo enxergar ninguém muito interessado nesse tipo de coisa. O melhor que tenho a fazer é curtir meus amigos e deixar a vida seguir seu curso.
Existem dias que a única coisa que quero é dedicar atenção e carinho para alguém, mas não estou conseguindo enxergar ninguém muito interessado nesse tipo de coisa. O melhor que tenho a fazer é curtir meus amigos e deixar a vida seguir seu curso.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Gabriel - Gaby - Biel
Meu primeiro avatar foi o Ulquiorra, um personagem do anime Bleach. Por meu nome ser Gabriel e um monte de gente me chamar de "anjo" por esse motivo, achei que um aspecto meio anjo caído deixariam certas pessoas longe de mim, mas estava enganado. Usei esse avatar por pouco tempo e logo troquei por alguém que tinha mais haver com minha personalidade.
Yuki, do anime Uragiri wa Boku no Namae wo Shitteiru. Um personagem
frágil, que precisa de proteção. Eu passei um bom tempo me identificando
muito com ele, na verdade, às vezes ainda me identifico com essa
questão. O problema é que a maioria das pessoas que me machucam são
aquelas que achei que poderiam suprir essa necessidade.
Chapeleiro Maluco de Alice no País das Maravilhas. Foi uma fase muito boa, onde assumi mais minha condição psiquiátrica e ainda mergulhei na fantasia para viver um grande amor virtual.
Descobri que gosto de montar meu "mundo paralelo" e usar de certas metáforas para escrever. Além de divertido, acho que me encontro melhor como pessoa dessa maneira. No fim, essa foi uma das coisas boas que o Viny me deixou.
Yashiro do anime K Project. Quando o Viny terminou o namoro, meu amigo Fernando disse que eu deveria desapegar do avatar, pois ele estava intimamente ligado com o meu antigo relacionamento. Foi difícil desapegar do conjunto como um todo, mas dei razão ao meu amigo.
Escolhi Yashiro por ele ser meio insano também. Um personagem do bem, meio atrapalhado, mas extremamente fofo.
Versão masculina de Chapeuzinho Vermelho. Não sei o nome do personagem, nem mesmo se ele é de um anime específico, mas de todos os meus avatares, esse foi o que mais eu me identifiquei. Estou trocando ele pelo mesmo motivo que me despedi do meu Chapeleiro Maluco. Meu Chapeuzinho não era um personagem frágil como Yuki e às vezes até assumia uma postura de caçador, mas cada coisa a seu tempo.
Não assisti o anime, então não posso falar das características do personagem, mas escolhi ele por usar óculos (que é o meu caso) e por ser uma imagem branca. Olhei pra ele e vi uma tela a ser pintada ainda. Esse é um avatar de transição, pois ainda não sei que rumo minha vida vai tomar.
Só sei que não quero ficar fechado dentro da minha concha, esperando alguém vir me salvar, porque protetores e salvadores não existem. Existe um homem, com uma tremenda capacidade de amar e que quer ser feliz.
Ativos e Passivos
A primeira coisa que a maioria das pessoas querem saber quando você diz que é gay, é se você é ativo ou passivo. Acredite, sua mãe, irmãos, amigos e o boy que está te olhando do outro lado da rua, querem saber qual sua preferência na hora do sexo.
Sim, é uma pergunta invasiva. Não gosto que qualquer pessoa se sinta no direito de falar a respeito disso comigo, como se fosse algo normal e corriqueiro ela saber exatamente esse detalhe da minha vida. A maioria dos gays que eu conheço também não gostam.
Existem uns estereótipos bem furados nesse quesito, como por exemplo o gay que tem pelo no peito e usa barba ou ao menos um bigode. Nem todos são ativos.
Já percebi que dentro do próprio meio as pessoas também tem um certo preconceito.
Já conheci vários ativos que, no final das contas, queriam mesmo era ser o passivo em nossa relação. Tudo bem, sou versátil e a posição é o que menos importa nessas horas, mas se imaginei que a diversão ia seguir uma vertente, acabei tendo que mudar a postura. É difícil se aceitar quando todo mundo a sua volta te julga, mas é mais fácil mentir pra eles do que pra si próprio.
Quem toma a iniciativa?
Fala sério! Nem em uma relação heterossexual as pessoas esperam que seja o homem a tomar a iniciativa, quanto mais impor regras quando a relação ocorre entre dois homens. Toma iniciativa quem tem personalidade (ou coragem) pra isso.
As pessoas que me conhecem, inclusive você que lê meu blog, sabe que tenho uma personalidade mais tímida e que geralmente prefiro ser a presa, mas até eu já cansei dessa postura.
Esperar as pessoas falarem comigo já me rendeu muito tempo de solidão e estou a fim de viver um pouco.
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