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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Role Player

Essa semana levei bronca da minha psicóloga por não estar postando nada desde o final de outubro. Na verdade, não tive muita vontade de escrever nos últimos tempos, talvez por não estar nem tão feliz nem tão triste. Aquele momento letárgico onde você simplesmente não tem nada pra falar.
Novo Avatar - Takao Kazunari
 O que andei fazendo de bom nesse período, foi ter conhecido a Nana-chan, uma fujoshi (termo japonês usado para identificar mulheres fãs de mangá com relacionamento homossexual masculino), que adora Role Players.
Para esclarecer o que vem a ser o Role Player, trata-se de um jogo onde basicamente as pessoas interpretam e interagem, fingindo ser outra pessoa. Já vi algumas páginas no Facebook, onde esse tipo de jogo é bem comum e como o gênero que mais gosto é o Yaoi (mangas e animes com a temática Gay) deixo aqui o link para um grupo de lá.
Não nego que passar todo esse tempo jogando com a Nana foi uma experiência muito boa e que dei boas risadas, principalmente por meus amigos me zoarem com o fato de estar jogando com uma mulher.
Brincadeiras a parte, me senti exercitando a imaginação para algo além do cinza que vinha vivendo nos últimos meses. Jogando, também redescobri algo importante ao meu respeito. O cansaço a respeito da versatilidade sexual.
Eu me envolvi demais com pessoas que se aproximaram de mim, sabendo que eu sou passivo, mas que no decorrer do relacionamento se mostraram mais passivas que eu. Depois que você já está envolvido com a pessoa, seu intuito é de agradá-la e fazê-la feliz, mesmo que pra isso você vá contra a algumas predileções suas.
Depois do término do meu ultimo relacionamento, até conheci pessoas maravilhosas, mas que consegui deixar minha carência de lado, olhar a longo prazo e ver que um relacionamento com alguém com as mesmas predileções que as minhas jamais funcionaria por muito tempo.
Também senti vontade de trocar meu gélido Avatar branco, por Takao Kazunari, que é mais leve, colorido, sorridente e determinado. Não conheço a personalidade do personagem, pois não assisti o anime, ma utilizei ele em um Role com a Nana-chan e descobri traços da minha personalidade no personagem que criei. Acabei me afeiçoando a ele e agora estou assumindo essa fase desvinculada de alguns erros antigos.
Nesse momento, entraria a segunda parte do post, mas vou separá-lo em dois para não misturar os assuntos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Gabriel - Gaby - Biel


Meu primeiro avatar foi o Ulquiorra, um personagem do anime Bleach. Por meu nome ser Gabriel e um monte de gente me chamar de "anjo" por esse motivo, achei que um aspecto meio anjo caído deixariam certas pessoas longe de mim, mas estava enganado. Usei esse avatar por pouco tempo e logo troquei por alguém que tinha mais haver com minha personalidade.
Yuki, do anime Uragiri wa Boku no Namae wo Shitteiru. Um personagem frágil, que precisa de proteção. Eu passei um bom tempo me identificando muito com ele, na verdade, às vezes ainda me identifico com essa questão. O problema é que a maioria das pessoas que me machucam são aquelas que achei que poderiam suprir essa necessidade.
Chapeleiro Maluco de Alice no País das Maravilhas. Foi uma fase muito boa, onde assumi mais minha condição psiquiátrica e ainda mergulhei na fantasia para viver um grande amor virtual. 
Descobri que gosto de montar meu "mundo paralelo" e usar de certas metáforas para escrever. Além de divertido, acho que me encontro melhor como pessoa dessa maneira. No fim, essa foi uma das coisas boas que o Viny me deixou.
Yashiro do anime K Project. Quando o Viny terminou o namoro, meu amigo Fernando disse que eu deveria desapegar do avatar, pois ele estava intimamente ligado com o meu antigo relacionamento. Foi difícil desapegar do conjunto como um todo, mas dei razão ao meu amigo.
Escolhi Yashiro por ele ser meio insano também. Um personagem do bem, meio atrapalhado, mas extremamente fofo.
Versão masculina de Chapeuzinho Vermelho. Não sei o nome do personagem, nem mesmo se ele é de um anime específico, mas de todos os meus avatares, esse foi o que mais eu me identifiquei. Estou trocando ele pelo mesmo motivo que me despedi do meu Chapeleiro Maluco. Meu Chapeuzinho não era um personagem frágil como Yuki e às vezes até assumia uma postura de caçador, mas cada coisa a seu tempo.
Não assisti o anime, então não posso falar das características do personagem, mas escolhi ele por usar óculos (que é o meu caso) e por ser uma imagem branca. Olhei pra ele e vi uma tela a ser pintada ainda. Esse é um avatar de transição, pois ainda não sei que rumo minha vida vai tomar.
Só sei que não quero ficar fechado dentro da minha concha, esperando alguém vir me salvar, porque protetores e salvadores não existem. Existe um homem, com uma tremenda capacidade de amar e que quer ser feliz.