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sábado, 4 de julho de 2015

Equilíbrio

Desculpem-me a ausência. Minha vida anda resumida a ficar atrás do meu pai em suas consultas médicas e suas sessões de hemodiálise.
Pra quem sempre achou que depressão era coisa de gente fraca, ele está enfrentando uma barra daquelas!
Papi soberano sempre foi um homem forte e muito ativo, mas os últimos anos não estão sendo fáceis. Primeiro o coração começou a apresentar problemas e ele passou por internações, agora foram os rins que pararam de filtrar a "sujeira" do sangue e tudo parece desmoronar. Dois meses de internação, para agora ter que fazer quatro horas de hemodiálise, três vezes na semana.
Não posso deixar meu pai na mão nessas horas, mas para quem me conhece sabe o pavor que tenho de hospitais, clínicas e médicos em geral. Se não fosse a pancada de comprimidos que ando tomando e a força de vontade da minha irmã de quinze anos, acho que meu pai não teria minha companhia. Na verdade é a Amanda que anda acompanhando nós dois, mas aparentemente, o responsável sou eu...
Chego em casa emocionalmente esgotado, com dores pelo corpo e até uns hematomas andaram aparecendo do nada, mas eu finjo que está tudo bem. A febre voltou, minhas dores de garganta também, mas eu insisto em pensar que estou apenas resfriado.
A única coisa boa que tenho em minha vida, é meu Lobo adolescente, que diga-se de passagem, está tendo uma paciência redobrada comigo.
Esse post era pra explicar minha ausência e acabou tornando-se um desabafo. De todo jeito, sei que as coisas vão se encaixando e tudo entra nos eixos mais cedo ou mais tarde.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Hospital!

Poucos amigos sabem, mas semana passada meu pai foi internado. Ele é um velho teimoso e estressado, cardíaco e fumante, que mal se cuida!!
Dessa vez sua internação não teve nada haver com o coração, mas sim com o rim! O nível de creatinina e potássio subiu e meu pai ficou com tontura, desorientado, sem falar coisa com coisa... Ver um homem daquele tamanho, com aquela força, sem reconhecer as pessoas a sua volta e mal conseguir ficar de pé foi meio deprimente. Não, foi completamente deprimente!
Agora ele está passando por umas sessões de hemodiálise e já está melhor. Não sabemos se ele vai ter que continuar com isso ou se foi só uma medida de emergência, independente, ainda bem que agora ele está fora de risco.
Semana passada insisti tanto para ele ir ao hospital, que quase levo um pontapé do escritório dele. Se não fosse minha mãe pegar ele pela orelha e obrigá-lo a entrar na ambulância, não sei o que seria do meu pai! Pelo menos agora já dá para rir de situações como ela e minha madrasta brigando por horário de visitas.
Não estou dizendo que minha mãe ainda sente alguma paixão pelo meu pai, mas o territorialismo e posse são definitivamente um traço familiar!
Agora é só aguardar ele estabilizar, poder voltar pra casa e torcer para a hemodiálise não ser algo necessário para o resto da vida.