quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Tentar Entender Não é Conseguir

Tenho histórias para contar, mas não sei qual seria a ordem. Apesar que a ordem dos acontecimentos não alteram o fato deles terem existidos, não é mesmo?
Um tempo atrás alguém disse que achava que estava gostando de mim. De certa forma isso me deixou bem feliz, mas eu sabia que não estava em um bom momento para um novo relacionamento. Imaginei que o tempo consertaria as coisas e que se essa pessoa tentasse me conquistar, tudo ficaria bem.
Não é tão difícil alcançar uma pessoa que está fragilizada e precisando de carinho. Só que esse alguém não estava disposto a tentar. Nesse momento que eu digo que não o sei o que as pessoas querem ou o que elas esperam de mim.
Ficamos na amizade e também imaginei que isso funcionaria. Acredito que não dei a resposta que ele estava esperando e de uma hora para outra passei a ser alvo de um tremendo mau humor. De personalidade arredia e muito crítica, essa pessoa passou a fazer parte do meu dia a dia.
[Sei que esse meu amigo lê meu blog e que a essa altura está imaginando que é dele que estou falando. Desculpa, mas costumo escrever aqui o que é importante para mim, então, é de você que estou falando sim e vou escrever a minha visão dos fatos. Se achar que é melhor pra você, não leia.]
Em princípio, esse guri me tirava do sério. Teve uma madrugada que eu estava sozinho em casa e, enquanto fazia um trabalho de pesquisa, conversava com ele pelo Messenger. Em algum momento ele começou a me deixar irritado e, posteriormente, bem nervoso... Lembro que eu falei que não queria mais conversar, pois já não estava me sentindo bem com aquela discussão, mas ele não desistiu de continuar falando. Tive que desligar o computador e tomar um remédio para apagar antes de ter uma crise bem no meio da noite.
Lembrei de um primo meu, que na nossa infância a gente brigava muito. Ele ficava impaciente por não entender as coisas que eu estava dizendo com meus sinais (LIBRAS) e acabava interpretando da forma que queria, e isso gerava um surto de agressividade física no meio das nossas "discussões". Ele me batia, mas quando eu revidava, era um chororô daqueles. Minha tia sempre alegava que por eu não falar devia ser muito "nervoso" e acabava agredindo o pobre e pequeno garotinho dela, que já era maior que eu desde aquela época.
Lembrei dessa história de infância porque esse meu amigo não age tão diferente assim do meu primo (claro que não estou falando sobre agressividade física). Ele faz perguntas, critica minhas atitudes, é bem incisivo e diz que irrito ele com qualquer coisa... Quando revido, diz que magoo ele.
Não nego que a culpa também é minha, pois fico irônico quando uma pessoa começa a me deixar irritado, mas hoje em dia um simples "kkkkkkk" já deixa o guri de mal humor.
Tentamos, ele do jeito dele e eu do meu, mas não está funcionando. Não sei se começamos errado, pois na verdade gosto da amizade dele, ou se o problema não é o começo e sim esse meio...
Não tenho estrutura para ficar dando murros em ponta de facas, nem tentar modificar a atitude de alguém que já me deixou claro que está muito bem do jeito que é. Estamos afastados esses dias porque ele disse que um não está fazendo bem para o outro. Dessa vez, eu prefiro ser o agressor, aquele que não tem consideração ou qualquer coisa desse tipo, do que ficar mal todo dia porque não sei lidar com o que ele está esperando de mim.
Eu vou ceder um pouco, se você também ceder. Caso contrário, nunca vai funcionar e vamos ficar brincando de cabo de guerra até alguém se machucar de verdade. :(