sábado, 23 de agosto de 2014

Retalhos

Esses dias estava conversando com um amigo e ele me fez uma pergunta boba, que acabou desencadeando reflexões. "Quando você vai desapegar desse Chapeleiro?" 
O Chapeleiro era o avatar que eu usava, mas apesar de eu ter uma certa identificação com o personagem, ele tinha uma história com minha ex amada Alice. Entendi que naquela pergunta existia uma razão oculta, talvez um jogo psicológico, não sei.
Verdade, eu preciso seguir em frente e cada passo é importante. Escolhi o Yashiro do anime K Project porque ele é meio maluquinho também.
Só que esse processo acabou envolvendo outras coisas. Tirei para reler meu blog e tomei um susto com a surpresa que tive. Percebi que minha vida está repetitiva! Estou cometendo praticamente os mesmos erros de sempre!
O Viny foi atípico e vivi com ele meu amor mais real desde o Roberto... que foi onde tudo começou. Mesmo eu tendo um contato físico com o Luka, meu ex-ursinho foi quem mais conseguiu tocar meus sentimentos e me transportar para um lado bom... mas acabou.
Voltando para o meu ciclo vicioso, percebi que o Shion e o Samuca são histórias muito parecidas! Não quero vivenciar isso novamente! Chega!
Eu sei que cada pessoa é uma pessoa, mas todos os sinais estão ali e eu não vou percorrer esse caminho de novo! Eu estou cansado!
Quero me recolher na minha concha e parar de inventar expectativas, achando que as pessoas podem gostar de mim da forma que gosto delas. Depois eu sofro, mas a culpa é minha. Ninguém é obrigado a atuar como protagonista dos meus sentimentos, só pq eu resolvi me apaixonar. 
Eu faço tudo errado e continuo repetindo os mesmos erros. Chega!
Sem jogar a culpa em ninguém, estou consciente que o problema está comigo.
Chegou a hora de comprar um cachorro e deixar o restante da humanidade em paz. Não quero ficar pulando de vítima em vítima, me machucando cada vez mais, até chegar o dia de desistir completamente do lado bom da vida. 
Pra variar, eu queria alguém que gostasse de mim, que não me desse tempo para eu ter que correr atrás, que sentisse a minha falta e demonstrasse isso. Quem sabe um dia?