sábado, 4 de abril de 2015

Tic-Tac Tic-Tac

Uma noite de insônia! Claro que eu precisava estragar tudo, de novo e mais uma vez. Pelo menos dessa vez eu percebi como consigo arruinar a vida de uma pessoa, e também, como consigo arruinar a minha.
Percebi como acabo me tornando insuportável.
Poderia culpar minha mãe que me deixou mal a ponto de me fazer ter uma crise essa semana, poderia culpar meu menino por motivos que sei que foram minha cabeça que criou ou poderia culpar meus problemas psicológicos, mas não quero culpar ninguém. Pra mim acabou! Não quero mais!
Às vezes precisamos perceber quando algo não é pra gente. O amor não é pra mim...
Também não quero mais esse blog, não quero mais essa vida que eu levo, ou melhor, que eu me arrasto.
Dessa vez foram dois meses... e eu estava tão feliz...
Só que minha necessidade de atenção minou meu amor a ponto de eu não poder mais me mexer e não saber mais qual caminho tomar sem explodir algo na minha cabeça.
Eu não quero mais ficar escrevendo sobre minha vida, pois meu bebê disse que se apaixonou por mim lendo o que eu escrevo, mas ele não imaginou que eu posso até escrever bem, mas que não sei viver, não sei amar sem destruir e sugar aquele que eu amo. 
Ontem eu disse algo a minha Diva, que se demonstrou ser verdade: "Como um vampiro com sede de sangue, preciso tomar cuidado para não matar minha presa."
Exatamente isso, as pessoas que amo se tornam vítimas desse meu sentimento e eu só sei destruir tudo a minha volta.
Daqui a pouco vai dar sete horas da manhã e meu menino ainda está dormindo. Já era tarde demais quando eu deitei ao seu lado, lhe puxei para um abraço, sabendo em minha alma que essa seria a última noite que eu poderia fazer isso. Ele ainda não acordou, ainda não me disse adeus, mas ele vai fazer isso.
Ele precisa fazer isso para poder se libertar desse amor carente e negro. Sei que já estou implorando para ele não me deixar, já estou imaginando prometer que vou mudar, mas apesar da intenção ser verdadeira, eu não vou conseguir! Como sei disso? Porque já fiz promeças para mim mesmo algumas vezes e não adiantou.
"Se eu tiver mais uma chance, não vou cometer os mesmos erros." Mentira!! Eu sempre cometo os mesmos erros, pois quando amo, amo nessa intensidade louca, maluca, possessiva e doentia! Sufoco, cobro, puxo, aperto, igual aqueles abraços apertados, que de tão apertado te faz perder o ar e machuca.
Amo demais o meu Matheus, mas ele não merece ter que vivenciar esse amor doentio. Ele merece ser feliz, encontrar alguém que ame sem cobrar tanta atenção, alguém que seja normal ou ao menos menos louco que eu.

Esperança


Queria dizer: "Eu te amo, por favor não me deixa!" Que nesse momento ele me abraçasse e dissesse que mesmo que quisesse não poderia me deixar, porque seu amor também depende de mim. Que ele me abraçasse dizendo que sou só uma criança manhosa, mas que ele sabia como me fazer feliz... 
Isso não é um sonho, é esperança...
Esperança de eu ser só um cara infantil e assustado, mas que o amor dele seja maior do que eu imagino e que tudo não tenha passado de um engano... Que ele me aceite assim, quebrado e desajustado, mas completamente apaixonado...
O desespero já tomou conta da minha alma! Sinto como se eu não tivesse mais lágrimas para chorar, apesar que elas ainda insistem em cair. Acabei com as unhas, meu coração passou a noite batendo em um ritmo descompassado e meu cabelo está quase pingando de suor.
Será que ele vai apenas sentir alívio quando disser que não me quer mais?
Minha esperança está por um fio... minha sanidade está por um fio!
É hora de tomar um banho, engolir um remédio que me faça apagar e esperar... com ou sem esperança, acredito que ele não vai deixar de me dizer alguma coisa. 
Minha cabeça está pesada, rodando em sensações ruins, pois não quero perder meu menino, meu Lobo Adolescente que me faz tão feliz.